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Quinze anos após caso da Favela Naval, família não recebeu indenização

A família do homem assassinado por policiais no caso conhecido como Favela Naval ainda espera pela indenização 15 anos depois. Os parentes ganharam na Justiça uma indenização que chega a R$ 1 milhão e 100 mil. Mas até agora, não recebeu o dinheiro.

O mecânico Mário Josino foi morto durante uma operação da Polícia Militar, em 31 de março de 1997, em Diadema.

Na blitz da polícia, ninguém ofereceu resistência. Mesmo assim, ocorreram agressões. De um carro, vítimas desceram e foram revistadas.

O grupo é liberado, mas um policial conhecido como Rambo entra em cena e atira no carro. Um dos disparos acertou Mário Josino, que tinha ido visitar um amigo – ele morreu horas depois.

Na entrevista dada à Rede Record, tentou explicar o porquê de tantas agressões. Ao falar do assassinato de Josino, ele não admite que atirou para matar.

– Dei tiro de advertência e dei para o alto.

À equipe do Jornal da Record, Ifigênia Josino, mãe do mecânico Mário Josino, diz que achou irônica a declaração do policial.

– Achei muito cínico. Ele negou tudo, ele só falou mentira. Não é possível que ele não tenha sentimento. Eu não desejo mal para ele, porque o mal já está nele.

Claiton, o filho de Mário Josino, também se incomodou com o tom irônico do policial.

– Não está nem ai, nem ligou… Tá rindo aquelas risadas que ele dava… Parece que não estava nem aí. A pessoa sofre até hoje e ele continua rindo.

Rambo foi condenado a 65 anos, mas entrou com recursos e cumpre a pena de 15 anos e quatro meses em liberdade desde 2005.

Editoria: Cidade

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