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Diadema participa do Programa Cartão Recomeço

Teixeira, Michels, Hamam e Gleuda, ontem, durante assinatura do convênio

Teixeira, Michels, Hamam e Gleuda, ontem, durante assinatura do convênio

Diadema assinou, ontem (12), com o governo do Estado convênio para participar do Programa Cartão Recomeço, que destina recursos para o tratamento individual de usuários de drogas. A cidade é a primeira do ABC a ser incluída no projeto, e a prefeitura vai iniciar o processo de escolha das entidades que poderão ser credenciadas.

Serão 270 vagas para cadastro exclusivo de munícipes que estejam recebendo auxílio de entidades. Com a inscrição, a instituição receberá em nome do paciente o valor mensal de R$ 1.350 para custear o tratamento. O investimento mensal do Estado com o cartão passa de R$ 4 milhões.

“O Brasil é o país com o maior número de consumidores de crack no mundo”, disse Rogerio Hamam, secretário de Estado de Desenvolvimento Social, ao comentar a necessidade do governo criar esse tipo de programa. O Cartão Recomeço foi lançado no início deste ano e causou polêmica por ter sido apelidado de “Bolsa Crack”. “Quem fala isso não tem conhecimento real do programa”, defendeu o prefeito Lauro Michels (PV).

Segundo Hamam, Diadema foi escolhida junto com outras cidades por sua densidade demográfica (número de habitantes por quilometro quadrado) e sua importância estratégica. “As entidades é que vão fazer o cadastramento. Temos um prazo para implementar o programa nas cidades escolhidas em até 60 dias”, explicou Rogério.

As outras cidades nesta primeira fase do projeto são Santos, Bauru, Ribeirão Preto; Sorocaba, Campinas, São José dos Campos; Osasco, Presidente Prudente, Mogi das Cruzes, e São José do Rio Preto. “Nossa programa visa atender 3 mil pessoas. Então, podemos ter dez entidades com 300 vagas ou 100 entidades com 30 vagas, é muito difícil definir”, alegou o secretário sobre a divisão de vagas entre as organizações.

Instituições

Apesar do programa ser exclusivo para moradores de Diadema, entidades localizadas nas proximidades da cidade poderão participar do projeto. “Vamos nos empenhar para preencher estas 270 vagas. As instituições é que vão cuidar do manuseio dessa receita e o paciente terá de provar que está frequentando a unidade”, acrescentou Michels. O controle de frequência será feito por biometria, com o aparelho que reconhece a impressão digital do usuário.

“O programa gerou confusão no início porque interpretaram errado, que o dinheiro seria passado direto para o paciente”, reforçou Hamam. O prefeito também lembrou que a o tratamento não será forçado, mas destinado aos usuários que procuraram ajuda. Michels afirmou, ainda, que além das entidades que já trabalham com dependentes químicos, as Igrejas Evangélicas e Católicas também serão consultadas.

Após receber o programa no município, Michels pretende pedir ao governo estadual recursos para construir um Centro de Referência do Idoso na área de saúde. O local já teria sido escolhido – um terreno entre a avenida Alda e a rua Manoel da Nóbrega, no Centro.

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