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Mochileiro de Diadema prova que é possível viajar sem dinheiro no bolso

Odirlei: “Gosto de mochilar. Você sai praticamente sem dinheiro e conta muito com a solidariedade das pessoas”. Foto: Arquivo pessoalÉ possível viajar para fora do país com menos de R$ 100 no bolso? Sim, é, e o diademense Odirlei Alves Barbosa, 36, que já viajou o Brasil como mochileiro, está de partida em nova aventura fora do Brasil. “Gosto de mochilar. Você sai praticamente sem dinheiro e conta muito com a solidariedade das pessoas. Na televisão se vê muita coisa ruim, violência. Porém, quando você sai para fora (do país) encontra muita gente boa, que ajuda”, afirma.

Odirlei faz questão de ressaltar que ser mochileiro é diferente de ser andarilho. “Tenho minha casa. Sei que vou e tenho para aonde voltar. Andarilho não. Ele anda perdido”, destaca.
Ser mochileiro, segundo o diademense, é fazer tudo por conta própria. Escolher hospedagem, pesquisar como se loco-mover e trabalhar para conseguir a refeição do dia e até “alguns trocados”.

“Chego em algum comércio e utilizo o argumento que quero trabalhar em troca de alimento. Isso é muito comum em outros lugares. Então, aceito qualquer trabalho, seja lavar banheiro, louças, carregar material, varrer chão. Nunca fiquei sem comer ou sem dinheiro, pois você faz por merecer”, destaca o diademense, que viaja de carona.

A vida de mochileiro foi uma válvula de escape após a morte de sua mãe. Odirlei deixou emprego estável em Curitiba e voltou para São Paulo, a fim de cuidar da mãe que estava doente. “Foi uma maneira de me recuperar. Porém, sempre gostei de acampar e aproveitei que não consegui emprego por aqui, não por falta de vontade, porque procurei muito. Então, decidi ir para o Uruguai, com apenas R$ 60 no bolso”, afirma.

Odirlei, que ficou 20 dias no Uruguai, utilizou o aplicativo couchsurfing para conseguir hospedagem gratuita. “Com esse aplicativo você consegue um local para ficar em todo o mundo. É muito usado por mochileiros”, pontua.

O couchsurfing é uma rede social que faz a ponte entre turistas que querem hospedagem gratuita durante uma viagem e pessoas que gostariam de receber esses visitantes. Criado em 2003, o site couchsurfing.org já tem 4 milhões de usuários. É uma maneira barata e divertida de conhecer outros lugares ou gente do mundo todo. A tradução literal seria “surfe de sofá”, mas o serviço vai além de disponibilizar um lugar para dormir. A intenção é que o mochileiro conheça a região onde está baseado na experiência do anfitrião.

“Você encontra muitas pessoas boas. Então, temos uma visão diferente da cultura de vários lugares. Por exemplo, no Uruguai as pessoas podem plantar maconha para consumo próprio. Cada lugar onde ficamos trazemos na bagagem novas experiências. Praticamente, você lava sua alma. É como se trocasse uma roupa suja.”

Odirlei já está de saída para nova aventura. Vai para Argentina e de lá, para Colômbia, onde pretende ficar por um ano. Até o momento, o mochi-leiro diademense conta com menos de R$ 100. “Vou lá para o final, na Patagônia, em Ushuaia, que é o fim do mundo (rs)”, ressalta.

O mochileiro do ABC já conta com estadia garantida em 25 lugares durante a viagem. “Não tenho dinheiro, mas tenho todos os recursos em minhas mãos”, afirma. Quem quiser cooperar com a aventura de Odirlei pode entrar em contado pelo facebook (https://www.facebook.com/odirlei.alvesbarbosa?fref=ts), pelo email odirleialvesbarbosacade@gmail.com, e pelo whatsApp (11) 9 8436-3904.

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3 Comentários to "Mochileiro de Diadema prova que é possível viajar sem dinheiro no bolso"

  1. Rafael Ribeiro disse:

    Muito interessante, um dia quero ser mochileiro tbm, quando sobrar um dinheiro porque ultimamente ta difícil, sistema sanguessuga

  2. Denise disse:

    To afim de embarcar nessa…
    Vc nao quer companhia?
    Sou carioca morando atualmente em Florianópolis

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