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MEC dará prazo de 2 anos a estados e municípios para adequação de currículos

Todos os alunos serão alfabetizados até o 2º ano do fundamental. Foto: ArquivoO Ministério da Educação (MEC) vai fixar um prazo de até dois anos após a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para que estados e municípios elaborem os próprios currículos. São os currículos que vão definir como os objetivos de aprendizagem estabelecidos devem chegar aos estudantes nas salas de aula.

“O MEC assegurará todo o apoio técnico do ponto de vista do suporte para que estados e municípios possam avançar na definição dos currículos que obedecerão as normas gerais e as diretrizes gerais consagradas na BNCC”, disse o ministro da Educação, Mendonça Filho. “Tanto o suporte téncico, como a formação de professores e currículos devem estar absolutamente sintonizados com a nova base que será homologada”, acrescenta.

A Base Nacional Comum Curricular define o que deve ser aprendido a cada etapa da vida escolar. Vale tanto para escolas públicas quanto privadas. O ministério entregou nesta quinta-feira (6) a base comum do ensino infantil e fundamental ao Conselho Nacional de Educação (CNE). A expectativa é que, após analisar e elaborar parecer e projeto de resolução, a BNCC volte para o MEC para ser homologada até novembro. Entre junho e setembro, o conselho fará cinco audiências públicas, uma em cada região do país.

Alfabetização

A base nacional curricular entregue ontem prevê que quem ingressar no chamado ensino fundamental a partir de 2019 deve ser alfabetizado mais cedo e ter noções de estatística desde o 1º ano da escola (aos 6 anos). A nova base prevê que todos os alunos sejam alfabetizados até o 2º ano do ensino fundamental – mais cedo do que a diretriz do Plano Nacional de Educação, que falava em dar foco à alfabetização das crianças até o 3º ano.

Na prática, o documento faz uma nova distribuição das chamadas habilidades a serem desenvolvidas nos dois primeiros anos do fundamental. Com isso, a ênfase ao processo de letramento passa dos 8 para os 7 anos.
A mudança foi bem recebida por alguns especialistas. “O Brasil tradicionalmente esperava que estivesse alfabetizado aos 8 anos, para verificar isso só aos 9 anos. É muito tarde. Se não está alfabetizado, como o aluno vai aprender o resto?”, afirma Denis Mizne, diretor da Fundação Lemann.

O documento traz um compilado de habilidades que devem ser desenvolvidas no ensino infantil e em cada ano do fundamental (em quatro áreas do conhecimento). Hoje, o que é ensinado nas escolas se baseia em diretrizes municipais ou estaduais de ensino, no material didático e em avaliações.

Entre as alterações em relação aos textos anteriores estão o aumento de conteúdos de probabilidade e estatística em matemática, reforço da ordem cronológica para o ensino de história e maior atenção à redação em português. A nova versão do documento também traz a obrigatoriedade do ensino de inglês.

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