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Na região, metalúrgicos, rodoviários, bancários e químicos aderem à paralisação

Sindicatos mobilizaram trabalhadores nas portas das fábricas. Foto: Divulgação/SQABCO dia de greve geral no ABC terminou com, segundo balanços divulgados por diversos sindicatos, adesão de pelo menos 67,5 mil trabalhadores, a grande maioria metalúrgicos. Durante todo o dia, muitas linhas de ônibus não circularam na região e agências bancárias também permanecerem fechadas.

A maior categoria mobilizada foram os metalúrgicos. Segundo o Sindicato da categoria no ABC, cerca de 60 mil trabalhadores cruzaram os braços nas cinco montadoras da região e nas empresas da cadeia produtiva do setor automotivo. “Na Ford, o presidente do Sindicato, Rafael Marques, avaliou o movimento. “A greve geral é forte, é sucesso e justa no Brasil inteiro. Os metalúrgicos do ABC estão fazendo o movimento com muita garra, disposição e entendimento sobre o momento grave que o Brasil atravessa”, afirmou.

Presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira declarou que foi surpreendente a adesão dos trabalhadores. “Foi melhor do que as nossas expectativas. Em torno de 60% (cerca de 4 mil) dos funcionários pararam e agora seguimos protestando contra os ataques aos direitos dos trabalhadores”, declarou. De acordo com o sindicalista, o pequeno número de clientes procurando as agências demonstrou o apoio da população à paralisação.

O Sindicato dos Químicos do ABC divulgou balanço em seu site dando conta que ao menos 3,1 mil trabalhadores das indústrias aderiram à greve. Os trabalhadores das empresas de transporte coletivo, área que mais afeta a vida da população, pararam de forma total ou parcial em todas as cidades. Segundo a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), das 16 empresas que atuam na região, seis operaram parcialmente, duas normalmente em oito não colocaram nenhum veículo em circulação.

Em Diadema, apesar do acordo que havia sido feito entre o Sindicato dos Rodoviários do ABC (Sintetra-ABC) e a empresa Metra, que opera o Corredor ABD, de que os veículos ficariam na garagem por 24 horas, os trólebus voltaram a circular por volta das 13h30. Funcionários públicos que faziam um ato na sede do Sindicato local, o Sindema, interromperam a circulação dos veículos. A Polícia Militar esteve no local e ordenou a desobstrução da via, que ocorreu às 16 horas, com a chegada do diretor do Sintetra João Roberto da Silva, o Papaléguas.

“Fizemos acordo com a empresa. Porém, infelizmente, existem empresários que não honram suas palavras. Quero que fique registrado o desrespeito com a categoria, com os trabalhadores e todo nosso apoio aos funcionários que foram coagidos a voltar aos postos de trabalho”, declarou. O diretor do Sintetra em São Bernardo, Ademir José da Silva, destacou que a adesão na cidade foi bastante significativa. “Desde ontem (quinta) permanecemos parados. Somente hoje (sexta) de tarde que voltou a circular”, pontuou.

Servidores

De acordo com as prefeituras do ABC, os serviços públicos foram poucos atingidos pela greve geral. Em Santo André, os serviços de Saúde funcionaram normalmente. As escolas não tiveram aulas e a reposição será em 20 de maio; as linhas de ônibus municipais voltaram a circular por volta das 15 horas. Duas manifestações ocorreram na área central da cidade, mas foram rapidamente dispersadas, segundo a administração municipal.

Em São Bernardo, o impacto na rotina do município ocorreu devido à reclusão de ônibus. Entretanto, tudo foi normalizado no período da tarde. “A Administração salienta que a maior ocorrência com ausência de funcionários foi registrado no setor da Educação, entretanto nenhum serviço ou repartição pública foi afetado”, informou em nota a prefeitura.

A Prefeitura de Diadema informou que 65% dos servidores municipais trabalharam normalmente, e com isso, a maioria dos serviços públicos municipais funcionou. Já no setor de Transportes, o trânsito fluiu normalmente e os ônibus das linhas municipais não circularam nesta data. Em Mauá, a circulação de ônibus foi retomada às 15h, após negociação da prefeitura com os trabalhadores do setor e a empresa que opera o serviço na cidade. Não foram registrados incidentes e houve uma manifestação pacífica na Praça 22 de novembro. Em Ribeirão Pires os serviços funcionaram normalmente e os ônibus voltaram a circular 16 horas. São Caetano e Rio Grande da Serra não informaram.

O presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema (Sindema) José Aparecido da Silva, o Neno, avaliou como positiva a manifestação. “Conseguimos mobilizar de forma eficaz os servidores, 80% da categoria aderiu, especialmente na Saúde e na Educação”, relatou. Às 9 horas, cerca de 100 pessoas fizeram ato em frente ao Poupatempo e os atendimentos foram temporariamente suspensos. Às 14 horas, sindicalistas e funcionários interromperam por uma hora a circulação no corredor do trólebus. Segundo Neno, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) avaliou que foi a maior paralisação dos últimos 20 anos.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de São Bernardo (Sindserv-SBC), José Rubem, destacou que a adesão dos trabalhadores do transporte coletivo foi de fundamental importância para a paralisação em outros serviços. “A participação maior foi na educação. Seguimos com a mobilização constante”, concluiu.

Editoria: Economia Tags: , , , , , ,

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