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Produção de veículos cresce 22% neste ano, mas demissões continuam nas montadoras

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Impulsionada pelas exportações, a produção de veículos no Brasil mantém trajetória de alta em 2017, mas ainda não se re­fletiu no nível de emprego do setor automotivo, já que a elevada ociosidade segue fechando postos de trabalho nas montadoras.

Em julho, deixaram as linhas de montagem 224,8 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, alta de 5,9% sobre junho e de 17,9% ante o mesmo mês do ano passado, segundo balanço divulgado on­tem (4) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa as montadoras.

No acumulado de janeiro a julho, a produção de veículos somou 1,49 milhão de unidades, com aumento de 22,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Porém, a ociosidade do setor segue alta – na casa de 50%, já que a capacidade de produção é de 5 milhões de unidades. Por isso, as demissões continuam nas mon­tadoras. Em julho foram eliminadas 276 vagas e, nos últimos 12 meses, 1.693.

No corte por segmentos, a produção de carros e comerciais leves somou 215,2 mil unidades em julho, alta de 17,1% ante o mesmo mês do ano passado e de 5,9% contra junho. No acumulado do ano, o avanço é de 22,6%, para 1,432 milhão de unidades.

Entre os pesados, deixaram as linhas de montagem 9,5 mil caminhões e ônibus em julho, alta de 5,2% em relação a junho e de 41,3% ante o mesmo mês do ano passado. No ano, o avanço é de 17,6%, para 55,5 mil unidades.

As exportações seguem im­pulsionando a produção. De janeiro a julho foram embarcados 439,6 mil veículos, 55,4% acima do enviado no mesmo período de 2016.

Vendas crescem menos

A contribuição do mercado interno é bem menor. O licenciamento de autoveículos novos somou 184,8 mil unidades em julho, queda de 5,2% em comparação a junho, mas aumento de 1,9% sobre o volume emplacado no mesmo mês do ano passado. Na soma dos primeiros sete meses, as vendas chegaram a 1,20 milhão de unidades, acrésci­mo de 3,4% frente ao apurado em igual período de 2016.

Apesar da queda nas vendas na passagem de junho para julho, atribuída às férias, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, entende que o ce­nário de vendas continua estável e há boa expectativa para este semestre com a melhora de alguns indicadores.

“Julho foi mais um mês que comprovou a estabilidade das vendas. A média diária continua próxima de 9 mil unidades e ficamos acima do mesmo mês do ano passado, apesar de a base de comparação ser baixa. Porém, o cenário econômico tem dado sinais positivos, como a forte queda da inflação e da taxa básica de juros. Com as reformas, esse panorama pode melhorar”, afirmou.

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