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Desabamento em obra particular em Diadema deixa um morto

Jovem morreu soterrado após deslizamento no fundo do terreno. Foto: Reprodução SPTVDesabamento ocorrido em uma obra particular em Diadema, na tarde de ontem (11), deixou um operário morto. Jeferson Oliveira, de 24 anos, morreu soterrado após ser coberto em um buraco no chão pela terra que deslizou do fundo do terreno. Segundo a Prefeitura de Diadema, a obra possui alvará expedido em 3 de agosto. Sete viaturas do Corpo de Bombeiros participaram da ocorrência.

De acordo com informações dos vizinhos, a obra no número 118, na rua dos Brilhantes, região central da cidade, estava em curso desde fevereiro. “Era uma casa grande, que foi comprada e demolida. Estavam construindo um prédio de quatro andares, como outro que tem aqui nessa mesma rua”, relatou o funcionário público Vagner Santos, que mora próximo ao local.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Diadema. “O proprietário afirmou que possui alvará e toda a documentação. Também disse que os funcionários são registrados. Tudo isso agora vai ser averiguado durante a investigação”, afirmou a delegada Valeria Andreza do Nascimento.

A obra estava sendo realizada pela empresa JF Rodrigues Engenharia Ltda, cujo dono, Fernando Soterroni Rodrigues, não quis falar com a reportagem. A prefeitura informou, por meio de nota, que a Defesa Civil interditou três casas vizinhas (ao lado e ao fundo) e fará novas avaliações nos próximos dias. “A prefeitura lamenta o ocorrido e se solidariza com a família da vítima. A família está recebendo apoio psicológico e assistencial da Secretaria de Assistência Social e Cidadania”, completa a nota.

O secretário de Saúde Ocupacional e Segurança no Trabalho da Subsede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bernardo e Diadema (Sintracom), José Andrade, esteve no local e afirmou que não havia notificação no sindicato sobre as intervenções que estavam sendo realizadas.

Moradora de uma das casas que foi interditada, a cuidadora Regina Penna aguardava a liberação para entrar no imóvel e retirar pertences pessoais. “Fui eu quem chamei os bombeiros. Quando a terra caiu eles me chamaram”, relatou. Segundo Regina, o proprietário se comprometeu a providenciar hospedagem para todos os moradores que tiveram que deixar as casas. Os parentes da vítima que estavam no local não quiserem falar com a reportagem. O pai e um irmão do pedreiro também atuavam na construção como funcionários.

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