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Celio Boi vê candidatura a deputado federal fortalecida

Célio Boi: “sou a favor da alternância de poder”. Foto: ArquivoO vereador de Diadema Celio Lucas de Almeida, Celio Boi (PSB), se prepara para disputar a sexta eleição, a primeira para concorrer a deputado federal. Com três mandatos consecutivos no Legislativo diademense, o socialista enfrentou um passado recente de turbulência dentro do partido, chegando a ter dois pedidos de expulsão. Porém, avalia que tudo isso acabou por fortalecer sua presença na legenda.

“Em 2015 quando o Vaguinho (ex-vereador Wagner Feitoza, que trocou o PSB pelo PRB e foi candidato a prefeito da cidade em 2016) levantou a bandeira da candidatura própria, teve o apoio do partido naquele momento da direção e dos militantes e, logo em seguida, houve uma tendência da direção do partido apoiar o governo Lauro Michels (PV)”, relembrou Celio. “Naquele momento tínhamos uma discussão voltada à candidatura do Vaguinho, que acabei encampando, e tivemos por muitos meses um embate muito ferrenho”, completou.

O primeiro pedido de expulsão, protocolado pelo ex-presidente Manoel José da Silva, o Adelson, foi revertido por decisão da Justiça Eleitoral. Quando o atual presidente e presidente da Câmara, Marcos Michels, assumiu o cargo, também pediu a expulsão do vereador, que foi revertida por decisão da direção estadual.

“Mesmo assim, continuei no partido e consegui me reeleger. Uma campanha muito difícil do ponto de vista financeiro, sem recurso. Perdemos algumas lideranças por conta das decisões tomadas também, mas chegamos ao nosso terceiro mandato”, declarou. Para o futuro, Celio não descarta assumir a presidência do partido (atualmente é secretário-geral). “Vamos fazer uma discussão mais aprofundada, do ponto de vista da mudança. Sou a favor da alternância de poder”, destacou.

Líder de governo

Superados os conflitos e o período de oposição do governo Michels, Celio assumiu este ano e pela primeira vez o cargo de líder de governo. Nos primeiros seis meses, teve que lidar com um Legislativo composto em sua maioria por parlamentares da oposição e assistiu importantes projetos do Executivo serem rejeitados. “O CAD, na minha avaliação, foi uma injustiça, até porque o clube desenvolve na cidade um trabalho muito positivo, assim como o outro time concorrente, e são times que estão em fases diferentes”, citou. O projeto em referência é a renovação do convênio com o Clube Atlético Diadema (CAD), que vence no final do ano.

Não há informação se o governo reenviará o projeto.
Mesmo com a resistência dos parlamentares oposicionistas – o governo só passou a ter maioria em agosto –, Celio avalia que o primeiro semestre teve saldo positivo. “Apesar dessa dificuldade que tivemos com a oposição, o governo aprovou 80%, 90% dos projetos que eram de grande valia para a cidade”, afirmou. Mesmo a oposição tendo do seu jeito diferente de trabalhar, os vereadores foram eleitos para ajudar a administrar a cidade e não enxergo de maneira negativa, do pior melhor. Vejo que todos têm a sua responsabilidade e têm de colocá-las em prática”, concluiu. (AM)

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