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Parque fabril do ABC volta a demitir após quatro meses de ‘estabilidade’

Após quatro meses de re­lativa estabilidade, o nível de emprego no parque fabril do ABC voltou a cair com mais força em agosto. O fechamento de 1.050 vagas representou queda de 0,57% no estoque do setor, segundo pesquisa divulgada ontem (11) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Apesar de ser negativo, o resultado foi o melhor para o mês desde as 200 vagas fechadas em agosto de 2013.

Nos oito primeiros meses deste ano, o saldo entre contratações e demissões também foi ruim, com o fechamento de 3.400 postos de trabalho. Porém, da mesma forma, o resultado é o melhor para o período desde as 450 vagas extintas entre janeiro e agosto de 2013.

Nos dois casos, os dados sugerem desaceleração do rit­mo de demissões, enquanto a atividade fabril dá tímidos sinais de retomada, puxada pelo aquecimento das exportações.

Porém, o aumento nos embarques de veículos não impediu o setor automotivo (montadoras e fabricantes de autopeças) de registrar o pior resultado de agosto no ABC, com queda de 2% no nível de ocupação. Contribuíram para o saldo negativo as demissões feitas pela Ford na fábrica de São Bernardo – motivadas, segundo a empresa, pelo ainda fraco mercado interno.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (An­favea) estima em 50% a ociosidade média atual nas montadoras.
Dos 20 setores acompanhados pela pesquisa na região, nove registraram queda na ocupação em agosto e 11, aumento. Além de veículos e autopeças, também fecharam postos de trabalho bebidas (queda de 0,92%), produtos farmacêuticos (-5,23%) e móveis (-1,7%), entre outros.

No acumulado do ano, 12 setores estão no terreno negativo e oito, no positivo.

“A geração de empregos é a última variável a reagir (à crise). Ainda temos muita capacidade ociosa, o que deve levar as empresas a resistir a novas contratações por um tempo”, argumentou Paulo Francini, diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades, ao comentar os dados do Estado de São Paulo, que apontam o fechamento de 2,5 mil postos de trabalho no mês passado. No acumulado do ano, porém, o saldo é positivo em 5,5 mil empregos criados.

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