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Martins culpa ‘equilíbrio’ por classificação adiada do São Caetano

Martins: “Só vamos falar da sequência do campeonato depois da classificação”. Foto: Fabrício Cortinove/AD São CaetanoO São Caetano ainda não garantiu, matematicamente, a classificação a segunda fase da Copa Paulista, mas a vaga na etapa seguinte da competição está próxima. Como o Azulão é o vice-líder e soma 23 pontos no Grupo 3, o empate frente ao Juventus, no próximo domingo (17), fará o São Caetano avançar sem depender de outros resultados.

O problema é que a vaga poderia ter vindo há duas rodadas, mas o time tropeçou diante de Portuguesa (empate por 1 a 1) e Nacional (derrota por 2 a 0) e a deixou escapar.

Diante do equilíbrio verificado até agora na chave, o técnico Luís Carlos Martins não vê problemas na espera para garantir a passagem a segunda fase.

“Nossa campanha está dentro daquilo que planejamos. Sempre converso e mostro aos jogadores o equilíbrio do grupo. A prova é que as outras chaves já definiram os times classificados, enquanto a nossa terá a decisão apenas na última rodada, com exceção da Portuguesa (já classificada)”, analisou.
Ainda sobre os adversários do São Caetano na primeira fase da Copa Paulista, o comandante ressaltou a preparação e os cuidados que os rivais tiveram para a disputa deste ano.

“A chave é difícil, com times da Série A2, como é o caso da Portuguesa e do Água Santa, além do Santos, que possui jogadores que atuam no profissional. O Nacional também veio forte e manteve a estrutura da Série A3, assim como o Taubaté que também segurou a base do Paulista. Ou seja, nosso grupo não teve jogos fáceis”, afirmou Martins.

Concentração é a palavra de ordem no clube para enfrentar o Moleque Travesso. Por isso, Martins não quer queimar etapas e prega foco total no duelo do fim de semana. “Nosso pensamento está voltado para obter a classificação. A partir do momento em que confirmarmos nossa vaga, aí sim vamos falar sobre a sequência do campeonato”, concluiu o técnico.

Presidente da Portuguesa convoca reunião para discutir encerramento do futebol profissional

O presidente da Portuguesa, Alexandre Barros, convocou reunião extraordinária para discutir com o Conselho Deliberativo quatro tópicos de emergência relacionados ao clube. A lista inclui até a possibilidade de encerrar as atividades no futebol. À reportagem, o mandatário rubro-verde expôs a crise que vive a Lusa e fez dura cobrança aos conselheiros.

Em julho, o clube fechou acordo com cinco ex-jogadores representados pela advogada Gislaine Nunes para quitar débitos trabalhistas. O acerto evitou que o Canindé fosse novamente a leilão. O valor total das dívidas da Lusa chega a quase R$ 50 milhões.

Insatisfeito com a postura dos sócios e, especialmente, dos conselheiros da Lusa, Barros cobrou de forma ríspida maior ajuda de todos que fazem parte do clube.

“Precisamos discutir pedido de anistia e recadastramento dos associados. Temos um quadro de 120 mil associados, mas 400 pagantes. Dos conselheiros, apenas 140 es­­tão em dia. Vamos discutir sobre o Departamento de Futebol, porque ninguém faz futebol sem dinheiro. Precisamos decidir o que vamos fazer com o clube”, disse.
“Se o conselheiro não paga a taxa de manutenção, se o associado não faz a parte dele, então vamos fechar tudo”, disse Barros.

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