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Câmara de Diadema aprova aumento para funcionários e vereadores

Marcos Michels: “pode haver um desgaste político, mas é devido ao momento”. Foto: ArquivoA Câmara de Diadema aprovou por unanimidade, na tarde de ontem (14), aumento para os funcionários do Legislativo e a todos os vereadores. Ficou acertado que os funcionários receberão 4,76% em seus vencimentos, retroativo a 1º de setembro. A partir de 1º de outubro, os funcionários efetivos terão outros 2,24%. Comissionados não serão contemplados. Para os vereadores, o aumento será de 2,45%.

Há cerca de uma semana, o Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema (Sindema) fechou acordo com a administração municipal para reajuste de 4,48% apenas do vale-refeição e no vale-alimentação. O presidente do Sindema, José Aparecido da Silva, o Neno, justificou que os funcionários do Legislativa têm uma perda acumulada próximo de 13% e que não é possível ser contra o aumento para uma categoria, porque outra não o obteve.

“Sempre vai criar um desconforto (não aprovar aumento no Executivo). Conseguimos negociar com o Executivo os benefícios e o reajuste de 4,48% fica condicionado à Lei de Responsabilidade Fiscal”, justificou. “As pessoas vão ter de entender. Não perdemos de vista a reposição da perda dos funcionários, mas no orçamento deles tem esse espaço. São orçamentos diferentes e temos de conviver com isso. Porém, acreditamos que este ano ainda consigamos repor as perdas dos funcionários”, completou.

Responsabilidade fiscal

Diadema já ultrapassou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 54% dos gastos com folha de pagamento, empenhando atualmente 58%. O estouro do teto impediu a concessão de aumento. Na Câmara, que em 2017 recebeu uma verba de R$ 33,840 milhões, o teto é de 70% e atualmente, são gastos 63% com a folha de pessoal. O presidente do Legislativo, Marcos Michels (PSB), destacou que a negociação para o aumento vinha desde março e que foi concedido o reajuste possível.

“A categoria queria 13% de aumento, mas conversamos, negociamos, e chegamos nesses valores”, explicou. Sobre a falta de aumento ao Executivo, Michels afirmou que não existe constrangimento. “O sindicato participou das negociações. Pode haver um desgaste político, mas é devido ao momento. Os vereadores estão há anos sem aumento, têm havido apenas algumas reposições. Fizemos ajustes ao longo do ano para cortar os gastos e foi possível dar esse aumento agora”, pontuou. O impacto dos aumentos concedidos agora será de R$ 182 mil.

A Câmara se prepara para contratar uma empresa que vai propor reforma administrativa, inclusive com corte de funcionários. Em julho, durante balanço das atividades do primeiro semestre, Marcos Michels afirmou que seriam cortados assessores. “Não conseguimos chegar em um consenso discutindo isso internamente. Então, vamos contratar uma empresa que possa fazer um estudo e nos apontar exatamente quantos cargos podem e devem ser cortados”, relatou. A expectativa é que a empresa seja contratada até o final do mês e a reforma seja executada até o fim do ano. Não existe ainda previsão de gasto com o estudo.

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