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Corpo é localizado em escombros de prédio; 5 seguem desaparecidos

Corpo é localizado em escombros de prédio; 5 seguem desaparecidos

Até o momento, os bombeiros ainda não localizaram os bolsões vitais sob os escombros, o que diminui ainda mais a chance de haver algum sobrevivente. Foto: Corpo de Bombeiros

Os bombeiros localizaram nesta sexta-feira (4) o primeiro corpo de um dos desaparecidos do desabamento do prédio Wilton Paes de Almeida, ocupação de sem-teto de 26 andares que caiu na madrugada da última terça-feira ( 1º), no centro de São Paulo, após um incêndio.
Por meio das impressões digitais, a vítima foi identificada como Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, conhecido como Tatuagem. A confirmação foi feita pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), já durante a noite.
Os trabalhos de busca avançaram nesta sexta com o apoio de escavadeiras, que passaram a remover os escombros com mais velocidade. O maquinário pesado conseguiu levar as equipes de resgate até a “zona habitável” no meio dos destroços. No local, os bombeiros encontraram nesta manhã botijões, armário de roupas e eletrodomésticos.

A operação dos bombeiros deve levar pelo menos mais 15 dias, segundo o tenente-coronel Ricardo Peixoto. O cálculo foi feito com base na estimativa de que já foram retirados 20% do entulho do edifício. No mesmo ritmo, seriam necessárias mais duas semanas pelo menos.
Oficialmente, agora, os bombeiros trabalhavam com cinco desaparecidos: Selma e seus dois filhos gêmeos e um casal de sem-teto.

A Prefeitura de São Paulo também diz que ainda não localizou o paradeiro de 49 moradores cadastrados que habitavam a ocupação popular antes da tragédia.

A polícia disse que, após ouvir uma testemunha, concluiu que um curto-circuito no 5º andar, provocado por excesso de aparelhos ligados em uma tomada foi a causa do fogo no prédio. No local havia quatro pessoas: marido, mulher e duas filhas.

Depoimento

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, uma pessoa prestou depoimento nesta sexta no 3º DP (Campos Elíseos). Um inquérito também foi instaurado no Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) para apurar a cobrança de aluguel dos moradores de ocupações do centro de São Paulo.

O desabamento provocou ainda a interdição de cinco imóveis em seu entorno, sendo quatro prédios e uma igreja. Segundo a Defesa Civil, todos os bloqueios são totais e não há previsão de liberação. Não foi encontrado risco iminente de colapso em nenhum deles, mas eles seguem monitorados pelo órgão.

Um desses imóveis é o edifício Caracu, localizado na rua Antônio de Godói, que foi liberado para a entrada de moradores retirarem pertences pessoais, como documentos e medicamentos, mas não puderam permanecer no local. Também estão interditados uma igreja, no número 34 da av. Rio Branco; um prédio, no largo do Paissandu, 132; e um edifício da Antônio de Godói.

As buscas entraram nesta sexta no quarto dia. Até o momento, os bombeiros ainda não localizaram os bolsões vitais sob os escombros, o que diminui ainda mais a chance de haver algum sobrevivente. Nos bolsões, as vítimas têm ar para respirar e, por isso, sobrevivem, a depender do tempo em que ficam soterradas.

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