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Kelman deixa comando da Sabesp, cargo que ocupava desde 2015

Governo do Estado troca comando da Sabesp

Jerson Kelman assumiu a Sabesp no ápice da crise hídrica. Foto: Divulgação

O governador Márcio França (PSB) trocou o comando na Sabesp, empresa responsável pelo saneamento básico no estado. O engenheiro Jerson Kelman deixará a presidência da companhia. Em sem lugar, assume Karla Bertocco, subsecretária da pasta de Parcerias e Inovações do Estado. Kelman deve se pronunciar oficialmente sobre o assunto hoje (8). O engenheiro assumiu a presidência da Sabesp em janeiro de 2015, no ápice da crise hídrica que castigou São Paulo entre 2014 e 2016, e coordenou as principais medidas adotadas pelo governo para contornar a escassez hídrica.

A mudança faz parte de muitas alterações que França vem promovendo no governo estadual desde que assumiu o Palácio dos Bandeirantes, após o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) se descompatibilizar do cargo para concorrer a presidente da República e teria motivação política. A saída de Kelman, que não era próximo do novo governador, pode ter sido resultado de uma manobra política para agradar municípios com quem a Sabesp vinha tenho conflitos -algumas prefeituras pleiteavam receber uma parcela da receita do serviço, proposta à qual Kelman se opunha fortemente. A troca do nome pode ter sido uma forma de aliviar a pressão dos municípios – embora a própria sucessora de Kelman também seja contrária ao pleito e não deverá aceitar. o repasse.

A alteração deve impactar nas negociações que vem sendo feitas entre a Sabesp e o Saneamento Básico do Município de Mauá (Sama) em relação a dívida de R$ 2,6 bilhões da autarquia mauaense com a empresa estadual. Entre os pontos onde já havia avanços estava a discussão de uma empresa tripartite entre Sama, Sabesp e BRK Ambiental, atual concessionária que coleta e trata o esgoto da cidade, e o abastecimento direto de domicílios na divisa de Mauá com São Paulo pela Sabesp.

Negociação

Para o superintendente da Sama, Israel Aleixo, a troca deve ser positiva. “A negociação em si não muda, mas o que deve mudar é a condução, porque era bem complicado lidar com o Kelman”, declarou. “Era uma linha muito ruim para quem quer chegar a um acordo. Acredito que agora teremos mais compreensão de ambas as partes. A negociação estava sendo levada para um lado ruim, ele (o ex-presidente) desmentiu o prefeito e criticou a cidade. Acho que não é a postura do presidente de uma grande empresa como a Sabesp”, completou.

Havia reunião marcada para ontem (7) entre a Sabesp e a Sama que foi adiada. “Vamos aguardar a nova presidente assumir, tomar pé da situação e agendar nova data. Realizar hoje seria infrutífera”, detalhou Aleixo.

A reportagem do Diadema Jornal entrou em contato com Jerson Kelman, que se limitou a dizer “que não comentaria porque não estava em horário de expediente”. A assessoria de imprensa da Sabesp informou que não se manifestaria.

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