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Aloysio Nunes diz que Venezuela pode ser suspensa da OEA

Aloysio Nunes diz que Venezuela pode ser suspensa da OEA

Ministro Aloysio Nunes participa da abertura da Assembleia Geral da OEA. Foto: Arthur Max/Ministério das Relações Exteriores

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, disse hoje (4) que a Venezuela pode ser suspensa da Organização dos Estados Americanos (OEA), se descumprir os princípios baseados no respeito à democracia e à liberdade. Tais princípios estão na carta democrática da organização.

“A Venezuela subscreveu esse compromisso. Ela tem um engajamento. E subscreveu livremente, assim como o Brasil. Então, isso não pode ficar letra morta. Na medida em que a Venezuela descumpre esse compromisso, que é fundamental, não há alternativa a não ser a suspensão”, afirmou.

O chanceler participa da 48ª Assembleia Geral da OEA, em Washington. A suspensão da Venezuela é tema de discussão na sessão que começou hoje e vai até amanhã (5).

Sinalização positiva

 Para o ministro, a libertação dos 79 presos políticos da Venezuela diminui a pressão sobre o país na organização, mas não pode ser uma “porta giratória”, ou seja, “um sai da cadeia e outro entra”. Ele se referiu a uma espécie de substituição de nomes entre presos.O chanceler disse que é necessário acompanhar a evolução d o processo na Venezuela. “Que este seja um movimento que possa indicar realmente uma disposição para o diálogo, e a oposição deve estar atenta a isso”, disse.

Segundo ele, a expectativa é que a “decisão do governo Maduro seja a indicação de uma tendência permanente no rumo da descompressão politica e de um estabelecimento de uma proposta efetiva de boa fé de entendimento para o restabelecimento da democracia”.

Autoritarismo

Aloysio Nunes também criticou a perseguição à oposição no país. “O regime autoritário cria enormes restrições à atuação da oposição, se não fosse isso não seria um regime autoritário”.

Para o chanceler, as características atuais da gestão de Maduro são de um governo que não é democrático. “Os atributos essenciais da democracia como nós entendemos, como é entendido aqui nesta organização, não estão presentes na Venezuela, então esse gesto de libertação é claro que tem que ser interpretado basicamente pelas forças políticas venezuelanas.”

Nicarágua

Também deve ser discutida no encontro a escalada da violência na Nicarágua, em que protestos levaram à morte pelo menos 110 pessoas e feriram mais de mil.

“O que houve na Nicarágua é um passo do governo no sentido de parar com a violência e também buscar um diálogo com a oposição para restabelecimento da paz politica, e nós apoiamos isso”, afirmou Aloysio Nunes .

A OEA tem 34 países-membros, cada um com direito a um voto.

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