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Doria faz balanço de cem dias de governo e anuncia que vai adiantar renovação de contratos de rodovias

Doria faz balanço de cem dias de governo e anuncia que vai adiantar renovação de contratos de rodovias

Doria: “São Paulo tem um ritmo diferente. É um ritmo acelerado.” Foto: Governo do Estado de São Paulo

O governador João Doria (PSDB) fez nesta quarta-feira (10) balanço dos primeiros cem dias de gestão e lançou revista em que constam obras, serviços iniciados ou entregues à população nesse período. Doria agradeceu o apoio de “várias mãos” que estão contribuindo com a gestão e reafirmou que vai continuar dialogando com todos os Poderes e com a população. O governador aproveitou, também, para reforçar o apoio à reforma da Previdência, com vem fazendo em todos os eventos que participa.

“Tudo que conquistamos nestes cem dias, que não foi pouco, conquistamos a quatro mãos. Mãos dos servidores, dos colaboradores, do Legislativo e do Judiciário. São Paulo tem um ritmo diferente.  É um ritmo acelerado. Todos os dias dos quatro anos de governo serão realizados na mesma intensidade, no mesmo objetivo”, pontuou.

Doria reafirmou, durante coletiva de imprensa, que os programas culturais, como o Projeto Guri, serão mantidos. Decreto assinado pelo governador em janeiro deste ano estabeleceu corte de 22,95% no orçamento anual da Secretaria da Cultura e Economia Criativa. “Estabelecemos que a cultura não terá nenhum corte. Não temos nenhum problema de recuar para acertar. Cultura é importante, faz parte da educação do povo”, pontuou o governador, ao complementar que novos projeto serão lançados na área da cultura, transversalmente com outras pastas, como esportes, cidadania e desenvolvimento.

O governador aproveitou para anunciar que o governo já conseguiu, em duas semanas, parceria com dez empresas para revitalização do Museu do Ipiranga, totalizando R$ 120 milhões. A meta do Estado é atingir R$ 140 milhões, para que seja reformada, também, a área do entorno do museu.

Doria anunciou também nesta quarta-feira que vai antecipar a renovação ou ampliar o lote de concessões das rodovias sem a necessidade de disputa, na expectativa de que resultem em uma diminuição dos valores de cobrança. Os novos contratos vão estimular a adoção dos modelos de pedágio ponto a ponto e de tarifa flexível.

Segundo Doria, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) está analisando todos os contratos vigentes para estudar negociações com empresas cujas concessões vencem até 2022. A ideia é antecipar as renovações daqueles contratos com prazos de vencimento mais extensos ou ampliar o lote de concessão para os que vencem em breve.

“O interesse do governo não está centrado nos recursos, mas sim nos benefícios que novas rodovias e tarifas mais baixas de pedágio vão oferecer aos usuários no Estado. Todos os contratos que forem vencer até 2022 serão renovados de acordo com a legislação, com benefícios diretos para os usuários, para os prefeitos, para as regiões onde essas rodovias estão funcionando”, afirmou.

O governador afirmou que a medida vai permitir a implementação de “dois novos modelos” de cobrança de pedágio. Um deles é o ponto a ponto, sistema de cobrança por trecho percorrido, que já foi implementado no Estado na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), por meio de um projeto-piloto que acabou não sendo ampliado.

O outro é o de tarifa flexível, com cobranças menores no período das 22 às 6 horas – que, segundo Doria, pode chegar a metade do preço praticado. “Ajuda a desafogar o trânsito durante o dia, reduz a poluição e estimula o transporte de cargas no período noturno”, disse. O modelo também daria descontos para quem mais usa o trecho e redução de 5% da tarifa para quem utiliza a cobrança automática.

DÉFICIT

No início do mês, o governo de São Paulo anunciou medidas que serão adotadas para reduzir o déficit orçamentário de 2019, por causa de receitas incertas e superestimadas pela administração anterior.

Segundo Doria, para sanar o déficit de R$ 10,5 bilhões haverá o aceleramento do projeto de desestatização, visando à redução de despesas na manutenção de bens públicos e à entrada de recursos privados. “Governos responsáveis mantêm a rédea curta para que as despesas sejam compatíveis com a receita. Até o fim do ano estamos seguros de que certos contingenciamentos sejam liberados”, pontuou.

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