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Denise Ventrici lança pré-candidatura ao Executivo de Diadema

Denise Ventrici lança pré-candidatura ao Executivo de Diadema

Denise: “minha pré-candidatura é sólida e bem pensada“. Foto: Angelica Richter especial para o DR

A ex-secretária de Meio Ambiente e ex-diretora do Procon Denise Ventrici, em visita ao Diário Regional nesta quarta-feira (15), afirmou que é pré-candidata à Prefeitura de Diadema nas eleições de 2020. Sem partido desde que deixou o PV no fim de 2018, Denise destacou que já foi sondada por diversas legen­das, mas que juntamente com seu grupo de apoio ain­da estuda qual sigla melhor irá compor com seu projeto.
“A escolha do partido é tão importante quanto decidir ser pré-candidata. Temos de anali­sar a estrutura partidária. A leitura que os eleitores têm da le­genda. Porém, creio que dentro de uns 30, 40 dias anunciarei filiação a uma sigla”, afirmou.

Em relação a vice, Denise disse que existem na cidade quadros importantes, técnicos que podem compor com o projeto que encabeça. “Não será um vice decorativo. Muito pelo contrário. Tem de conhecer a cidade. Tem de ser participativo. Queremos mudar a visão de que se vota no prefeito e o vice vem de presente. Não será campanha da Denise. Será uma campanha dos que querem mudança.”

Denise descartou qualquer relação de sua pré-candidatura com o atual governo. “Nas redes sociais muitas pessoas vincularam minha eventual volta para política à Regina (Gonçalves/PV) ou ao go­verno. Por isso, decidi tornar público meu projeto de ser pré-candidata. Não estou com o governo e não estarei com ele. Se saí (do governo e do PV) é, logicamente, porque houve divergências. Então, não tem como caminhar com eles. Minha candidatura é sólida e bem pensada”, ressaltou.

Nas eleições do ano passado Denise trabalhou para a eleição do hoje deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos) e da então candidata do governo a federal Regina Gonçalves, e afirmou que durante as reuniões de campanha muitas pessoas já a incentivavam a alçar voos maiores. “Quando você sai nas ruas tem uma visão da credibilidade que possui. Não foi fácil de falar de duas candidaturas de governo em um cenário político que não favorecia, mesmo em relação à gestão. Teve reuniões que fiz (pró-candidaturas) que superei todas as metas. Que coloquei muito mais pessoas nesses encontros que outras lideranças”, pontuou.

Denise ressaltou que em um primeiro momento resistiu encabeçar uma chapa ao Executivo, mas que após conversas com lideranças políticas aceitou a viabilidade de sua pré-candidatura. “Em um primeiro momento, depois que fui exonerada, me senti incomodada porque cumpri todas as metas e, politicamente, não deixei a desejar em nada. Fiz uma boa gestão na Secretaria de Meio Ambiente e no Procon. Quando as pessoas me perguntavam por que tinha saído, dizia que não fui informada do porquê, mas imagino que seja porque me posiciono, diferentemente de outros. Não dependo (financeiramente) da política. Sou advogada. Sou conselheira da OAB. Sou estabelecida na cidade. Porém, chegou em uma situação que a procura por algo que realmente representasse o novo, com credibilidade, foi grande e pensei: por que não?”

Denise afirmou que sua pré-candidatura está pautada em um governo participativo e que em eventual eleição pretende “fechar a prefeitura para balanço”. “Não dá para ficar inventando a roda e dizer que vai resolver e mudar tudo que foi feito na gestão anterior ape­nas para ter sua identidade. A situação do país implica que a gente seja mais responsável e analise as coisas com mais seriedade. À medida que você tenta mudar o que estava dando certo acaba gerando outros custos. Entendo que devemos analisar qual é a viabilidade do contrato A, B ou C. Orçamento de prefeitura é semelhante ao de uma casa. Quando ocorre a redução de um valor que entra é necessário se fazer ajustes. Não dá para achar que vai me­lhorar sem reestruturação. Tem de ser analisada a viabilidade de se manter (os contratos). Em primeira análise é priorizar o que tem sido feito. Não é porque não foi minha equipe que fez que não deve ser mantido e aprimorado”, pontuou.

REGIÃO

A pré-candidata afirmou que pretende trabalhar juntamente com os demais municípios do ABC em eventual governo. “Quando a gente não ocupa um espaço permite que outros ocupem. Entendo que uma decisão via Consórcio (Intermunicipal ABC) tem mais peso. Acho importante, sim, as decisões consorciadas, até porque Diadema faz divisa com São Bernardo, São Paulo, o que já implica em ações conjuntas. Não destaco aqui a parte política da entidade. Falo da importância na obtenção de recursos para a região como um todo. Entendo, como gestora, que a participação (no Consórcio) implica em custo. Entretanto, o retorno pode ser maior que o investimento. Como fortalecimento do grupo, entendo que Diadema perdeu com a saída do Consórcio”, afirmou.

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