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Sicredi prepara a inauguração, em Santo André, da 12ª agência no ABC

Sicredi prepara a inauguração, em Santo André, da 12ª agência no ABC

Basso: “Há muito espaço crescer no ABC e em São Paulo”. Foto: Angelica Richter/Especial para o DR

Em um movimento de expansão de suas operações, a co­­­­­­o­perativa de crédito Sicredi Vale do Pi­qui­­ri ABCD PR/SP prepara a abertura de sua 12ª unidade no ABC e a segunda em Santo André. A agência será instalada na rua Senador Fláquer, principal centro financeiro da cidade.

“O prédio está em fase de cons­trução. Nossa expectativa é de que a agência seja inaugurada no segundo semestre”, afirmou Jaime Basso, presidente da cooperativa, durante visita à redação do Diário Regional.

No início deste mês, o Si­cre­di inaugurou agência na rua Marechal Deodoro, em São Bernardo, a terceira do município. Com 700 m² e investimento de R$ 1,5 milhão, a unidade é uma das maiores da área de atuação da cooperativa, que está presente no ABC, na Capital paulista e em parte do Paraná.

Vale lembrar que o Sicredi é formado por 114 cooperativas, cada uma delas com atua­ção em uma determinada região. O sis­tema soma mais de 1.600 agências em 22 Estados e no Distrito Federal, com 4 milhões de associados e a oferta de mais de 300 serviços financeiros.

Em outro flanco de expansão, a cooperativa planeja abrir postos do Sicredi nas 15 distri­tais da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na Capital.

As inaugurações integram o esforço do Sicredi Vale do Pi­qui­­ri ABCD PR/SP de ampliar sua operação no Estado de São Paulo. Atualmente, a co­operativa possui 24 agências e 23 mil associados na região, mas a ex­pectativa é elevar o número pa­ra 38 mil até o final do ano.

“Há muito espaço para cres­cer no ABC e em São Paulo. O papel da coo­perativa junto à comunidade é valorizar as pessoas. Por isso, queremos estar o mais próximo possível de nossos associados e futuros associados. Nesse sen­tido, pre­cisamos abrir mais agên­cias”, disse Basso, ao destacar que o Sicredi também possui um braço digital, o Woop.

Entre as vantagens ofere­cidas pela cooperativa figura o retorno dos dividendos aos associados na proporção de sua movimentação. Outro di­ferencial é que as taxas são menores do que as praticadas pelo sistema financeiro tradicional. “Isso ocorre porque o modelo de cooperativa não tem o mesmo apetite pelo lucro que os bancos”, comentou Basso.

O executivo destacou que as tarifas praticadas pelo Sicredi são, em média, 20% me­nores do que as do sistema financeiro tradicional. Bas­­so citou, por exem­­plo, o acordo recentemente fechado com uma associação para a oferta de credito consignado com juros de 1,5% ao mês, contra 5% do banco que prestava ser­viço anteriomente à entidade.

CONCENTRAÇÃO
Atualmente, as cooperativas respondem por apenas 4% do crédito no Brasil. A maior parte desse mercado está con­centrada na mão de cinco grandes bancos. Porém, em outros países, como nos Estados Unidos, a participação do cooperativismo no mercado de crédito supera 50%.

Basso destacou que, onde o cooperativismo é forte, a concorrência tende a derrubar o custo do crédito. “No Sul do país, onde o share das coope­rativas é de 18%, nossa tabela de preços é a mesma, mas os bancos praticam preços mais baixos. A distância é menor”, afirmou o executivo, ao lembrar que o Banco Central tem por objetivo elevar a participação das cooperativas no país para, no mínimo, dois dígitos.

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