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Indústria tem alta de 0,3% em abril, mas fica abaixo das expectativas

Indústria tem alta de 0,3% em abril, mas fica abaixo das expectativas

Rompimento de barragem da Vale de Brumadinho (MG), no fim de janeiro, ainda prejudica o desempenho do setor fabril brasileiro. Foto: Arquivo

O desempenho da indústria escapou do vermelho em abril, mas decepcionou as expectativas de economistas, devido à redução na extração de minério de ferro. O rompimento de barragem da Vale de Brumadinho (MG), no fim de janeiro, ainda prejudica o desempenho do setor fabril brasileiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, divulgados nesta terça-feira (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Tem efeitos causados pelo acidente, tem unidades sem produção, seja por decisões judiciais ou da própria empresa por algum risco envolvido, o que tem afetado o desempenho. Somado a isso, tem as condições climáticas (desfavoráveis) no Norte do país afetando produção de minério de ferro no Pará”, explicou André Macedo, gerente da pesquisa no IBGE.

A produção industrial teve ligeira alta de 0,3% na passagem de março para abril.

No período, a indústria extrativa encolheu 9,7%. Já a indústria de transformação avançou 1,2%, o melhor desempenho desde junho de 2018, mês seguinte à greve de caminhoneiros. No entanto, os quatro principais impactos positivos (da fabricação de veículos, máquinas e equipamentos, outros produtos químicos e alimentos) vinham de perdas em março ante fevereiro.

“A indústria vem mostrando maior volatilidade. Ora cresce, ora recua, tentando adequar a produção corrente à demanda que existe”, justificou Macedo.

Entre os entraves à produção industrial no país estão os baixos níveis de confiança das famílias e empresariado, que adiam decisões de consumo e investimentos; a crise na Argentina, que afeta as exportações; e o mercado de trabalho ainda com elevado patamar de desemprego e desalento, enumerou o pesquisador do IBGE.

“Com o cidadão desempregado e com pouco crédito, a economia não se sustenta”, avaliou o sócio-diretor da MacroSector Consultores, Fabio Silveira. “Se analisarmos os fundamentos, com o crédito esgotando seus efeitos, a produção (industrial) deve crescer de 1% a 2% em 2019”, disse.

“O segundo trimestre já começa com base fraca e o mercado deve migrar para projeções de estabilidade para o PIB (Produto Interno Bruto) do período ante (estimativa de) leve alta”, estimou a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour Chachamovitz.

Editoria: Economia Tags: , , , , , , ,

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