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Diadema chega à menor taxa de mortalidade infantil de sua história

Diadema chega à menor taxa de mortalidade infantil de sua história

Resultado é reflexo das políticas públicas positivas voltadas para mãe e bebê, como o aprimoramento do cuidado em saúde e incentivo ao aleitamento materno. Foto: Adriana Horvath/PMD

A taxa de mortalidade infantil de Diadema, referente a crianças de zero a um ano de idade, vem caindo ano a ano e, em 2018, atingiu o menor patamar histórico: 10,94 para cada mil nascidos vivos, de acordo com dados do Comitê de Vigilância do Óbito Materno, Infantil e Fetal da Secretaria Municipal de Saúde.  A taxa é reflexo das políticas públicas positivas voltadas para mamãe e bebê, como o aprimoramento do cuidado em saúde e o desenvolvimento de ações entre diversas secretarias.

Entre as principais causas de óbitos infantis estão as complicações decorrentes de infecção urinária e hipertensão arterial, situações evitáveis quando identificadas e adequadamente tratadas durante o pré-natal. O cuidado começa na Unidade Básica de Saúde (UBS), quando o teste de gravidez dá positivo. Nesse momento, a gestante é inserida na rotina de cuidados da rede de serviços, com a oferta de consultas multiprofissionais, grupos sobre diferentes temas relacionados à gestação e ao cuidado do recém-nascido e outras ações, de acordo com a necessidade específica de cada mãe e bebê. “É fundamental que as mães, na gestação ou puerpério, e seus bebês tenham muita proximidade com os serviços de saúde, sobretudo com as UBS. Realizar o pré-natal adequadamente é fator determinante para a boa saúde de ambos”, pontuou o secretário municipal de Saúde, Luís Cláudio Sartori.

Outro ponto importante é o incentivo à amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até os dois anos. “Ela é fundamental para o bom desenvolvimento da criança. É o melhor que podemos oferecer de nutrição, de afeto e para estabelecer o vínculo entre mãe e bebê. O leite materno tem tudo o que o bebê precisa e na medida correta, inclusive fatores que vão gerar a imunidade do bebê, que ele não apresenta no nascimento”, afirma a enfermeira Naiara Santos Cid Firmino, enfermeira da UBS Conceição, tutora de aleitamento materno da Rede Amamentando e mãe de uma menina de um ano e 10 meses. Durante as consultas de pré-natal e puerpério, o aleitamento materno é incentivado e estimulado, sempre na medida possível de cada mãe e de cada família.

O trabalho desenvolvido foi reconhecido no 33º Congresso de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) do Estado de São Paulo realizado entre 27 e 29 de março deste ano, em Águas de Lindóia e levou o troféu David Capistrano,. O projeto “Estratégias da Vigilância à Saúde na construção da rede de apoio à mulher trabalhadora que amamenta, em Diadema” concorreu com outras 994 iniciativas de municípios de todo o estado.

“A qualificação da saúde materna e infantil é uma prioridade da Administração e, por isso, a mobilização é permanente, envolvendo todos os níveis de atenção à saúde. Sabemos que há muito a ser construído e o movimento que inclui demais secretarias, conselhos, sociedade civil e instituições de ensino ampliará a discussão na busca por ainda melhores resultados”, pontuou  Sartori.

Seminário

Para apresentar o trabalho realizado em Diadema, a prefeitura promove hoje (11), no Teatro Clara Nunes, o Seminário de Saúde Materno-Infantil. O evento é voltado a profissionais das áreas de assistência social saúde, educação, transporte e sociedade civil. A programação, das 8h às 17h, inclui apresentação de dados referentes ao município e à região do  ABC, prestação de contas, palestras técnicas, pactuações entre secretarias e entidades parceiras e apresentação de coral.

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