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Trabalhadores do transporte, professores, bancários e metalúrgicos aderem à greve geral contra reforma

Trabalhadores do transporte, professores, bancários e metalúrgicos aderem à greve geral contra reforma

Cidão fala aos metalúrgicos da GM: “Alguma reforma tem de ser feita, mas não como quer o governo”. Foto: Divulgação/SMABC

A greve geral organizada pe­las centrais sin­dicais em pro­testo contra a reforma da Pre­vidên­cia, marcada para ama­nhã (14), deve ter grande ade­são no ABC e causar reflexos nos serviços públicos, principalmente no trans­­porte. Ferroviários, ro­doviários, bancários, professores e me­ta­lúr­gicos, entre outras ca­te­gorias, devem cruzar os braços contra o projeto que prevê mudanças nas regras para apo­sentadoria e, por extensão, contra o go­verno Jair Bolsonaro (PSL).

“A reforma do governo não combate desigualdades, nem privilégios”, disse o presidente da Força Sindical, Miguel Torres. “É importante destacar que a proposta do governo prejudica os mais pobres. O governo quer que você contribua mais e receba um benefício menor.”
A previsão das centrais é que o transporte publico para­lise totalmente amanhã, com a adesão de metroviários, ferro­viários e motoristas de ônibus.

O Sindicato dos Rodoviários do ABC (Sintetra) apoia o movimento, mas a adesão da categoria é uma incógnita. Ontem, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC (SETC-ABC) entrou com ação na Justiça para garantir a circulação dos ônibus municipais e intermunicipais. A entidade também protocolou ofício junto ao Sintetra para que não sejam feitos bloqueios em garagens e terminais.

Os sindicatos dos ferro­viá­rios e dos metroviários de São Paulo concordaram em cru­zar os braços amanhã. No Me­trô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a expectativa é de que haja para­lisação, mas as li­nhas 4-Amarela e 5-Lilás, da iniciativa privada, deve­rão funcionar normalmente.

Apesar de a Justiça ter concedido liminar à Secretaria dos Transportes Metropolitanos pa­­­­­­­­ra impedir os funcionários do Me­trô e da Companhia Pau­lis­­ta de Trens Metropolitanos (CPTM) de realizar a greve, os sin­dicatos garantem adesão e pro­metem confrontar também na Justiça as liminares. “Se os sindicatos perderem, vamos so­corrê-los”, disse o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, que acredita em uma paralisação maior do que a ocorrida em abril de 2017.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) também aderiu à paralisação. Além disso, ao menos 33 colégios particulares da Capital vão ter atividades suspensas ou interrompidas parcialmente, segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), que representa os docentes de escolas privadas.
O Sinpro ABC, que representa os professores da rede privada em Santo André, São Bernardo e São Caetano, aprovou a adesão à greve ge­ral durante assembleia rea­lizada no dia 17 de maio.

Outra categoria que concordou em cruzar os braços é a dos bancários. O presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira, disse que os traba­lhadores também são contrários à privatização dos bancos públicos e à proposta de capitalização da previdência. “Em nossa região, 73% dos bancários são contra a reforma.”

METALÚRGICOS

A greve geral de amanhã contará ainda com o apoio dos metalúrgicos. Em São Caetano, os trabalhadores da General Mo­tors foram conclamados, on­tem, em assembleia realiza­da na portaria da fábrica, a participar da paralisação.

“A orientação do Sindica­to dos Metalúrgicos de São Cae­tano (aos trabalhadores) é que, na sexta-feira, fiquem em casa”, afirmou Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente da en­tidade filiada à Força Sindical. “É evidente que a Previdência precisa de ajuste e alguma reforma tem de ser feita, mas não como quer o go­verno. Se a proposta for aprovada co­mo foi apresentada ao Congresso, os menos favorecidos vão sofrer.”

Os trabalhadores da Mercedes-Benz e da Toyota, ambas de São Bernardo, também aderiram à greve geral em assembleias realizadas ontem e na terça-feira, respectivamente. “A proposta representa o fim do direito à aposentadoria depois de uma vida inteira de trabalho”, afirmou Wagner Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT.

Também é esperada a ade­são do funcionalismo municipal. Os servidores de Santo André, São Bernardo e Diadema, entre outros municípios, apro­varam a participação na greve em assembleias realizadas ao lon­go deste mês.

Editoria: Economia Tags: , , , , , , , ,

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