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Conta de luz fica, em média, 7% mais cara no ABC a partir de hoje

Conta de luz fica, em média, 7% mais cara no ABC a partir de hoje

Custos de distribuição correspondem a quase 18% da composição tarifária. Foto: Arquivo

Os consumidores do ABC e de outros 17 municípios da região metropolitana de São Paulo passarão, a partir de hoje (4), a pagar mais caro pela energia que gastam.

As tarifas da Enel São Paulo (ex-Eletropaulo) foram reajustadas, em média, em 7,03%, conforme aumento au­torizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última terça-feira.

A Enel São Paulo atende 7,2 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da região metropolitana.

Para consumidores conec­tados à alta tensão (indústrias), o aumento será de 8,46%. Para os abastecidos por baixa tensão (residências), o reajuste será de 6,48%.

Sobre o consumo de julho também incidirá a bandeira tarifária, que neste mês é amarela, com acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumido.

Os contratos de concessão estabelecem dois tipos de rea­juste nas tarifas de energia elétrica: o anual e a revisão tarifária periódica, que ocorre a cada quatro anos.

Os reajustes anuais ser­vem para restabelecer o poder de compra da concessionária. Neles, são consideradas as variações anuais dos custos da compra de energia, transmissão e distribuição.

A revisão tarifária pe­rió­dica, por sua vez, visa preservar o equilíbrio eco­nômico-financeiro do contrato e remunerar eventuais investimentos realizados na prestação do serviço.

Segundo a Aneel, a revisão foi influenciada, principalmente, pelo aumento do custo com a aquisição de energia, que representa 34% da composição tarifária. Os tributos correspondem a quase 26% e os custos de distribuição, 18%.

“A compra de energia foi impactada pelos elevados custos da geração de energia tér­mica no Brasil, uma vez que o nível dos reservatórios das hidrelétricas estiveram baixos nos últimos anos, e pela ele­vação do custo de ener­gia da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em função do aumento do dólar”, explica a nota da Enel São Paulo.

CONTA ACR

O reajuste na tarifa só não foi maior porque já está embutido no índice (7,03%) a redução decorrente do pagamento do empréstimo da chamada Conta ACR, que re­presentou corte de 4,5%.

Em 2014 e 2015, 14 bancos concederam empréstimos às distribuidoras para cobrir os problemas de caixa decorrentes de custos de compra de energia que não estavam previstos na tarifa à época.
Esses empréstimos foram integralmente repassados aos consumidores, que começaram a quitar o rombo na conta de energia já em 2015.

A última parcela, que seria paga em abril de 2020, será quitada no dia 15 de setembro deste ano – antecipação esta que permitiu a redução no reajuste.

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