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Indústria fecha 4.050 vagas no ABC e tem pior primeiro semestre em três anos

Indústria fecha 4.050 vagas no ABC e tem pior primeiro semestre em três anosEm um momento delicado para a indústria, especialmente no setor automotivo, o merca­do de trabalho fabril do ABC teve, no primeiro semestre, o pior desempenho em três anos.

Entre contratações e de­mis­sões, as indústrias da re­gião fe­charam 4.050 postos de tra­balho nos primeiros seis meses deste ano, com redução de 2,41% no estoque de vagas do setor, segundo levantamento divulgado, on­tem (17), pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Trata-se do pior resultado desde os 9.240 empregos fabris extintos no ABC no pri­meiro semestre de 2016.

Somente em junho, as in­dústrias fecharam 1.350 postos de trabalho nos sete municípios. O resultado significa queda de 0,61% em relação ao estoque de maio. Em 12 meses, o saldo é negativo em 7.600 vagas extintas.

O resultado de junho foi puxado pelo desempenho do setor automotivo (montadoras e autopeças), que eliminou 2.260 empregos no Estado de São Paulo. No ABC, onde a pesquisa não traz dados absolutos, a queda na ocupação do segmento foi de 1,12%.

A tendência do setor, aliás, é continuar no “vermelho” na próxi­ma divulgação da pesquisa, em agosto, já que os dados deste mês deverão embutir as 750 demissões que a Ford fa­rá na unidade de São Bernardo nos próximos dias.

Em feverei­ro, sob o argumento de que precisa melhorar sua rentabilidade, a montadora anunciou o fechamento da planta do ABC, com o encerramento da produção do hatch Fiesta e dos caminhões das linhas Cargo e Série F em novembro. Porém, o compacto já deixou de ser fabricado, o que levou a empresa a antecipar parte das demissões.

Apesar do crescimento do mercado interno, o setor automotivo sofre com a queda nas exportações para a Ar­gentina, que já representou 77% dos embarques de veí­culos brasileiros, mas atualmente responde por 57%.

No Estado de São Paulo, a pesquisa revelou o fechamento de 13 mil postos de traba­lho fabris. Mesmo assim, a indústria paulista contabilizou saldo positivo no primeiro semestre, com 2,5 mil vagas abertas, alta de 0,11% sobre o saldo de 31 de dezembro.

“A geração de emprego foi fraca no primeiro semestre, abaixo de nossas expectativas. Esse resultado sinaliza que a indústria paulista deve ter fechamento líquido de vagas no encerramento deste ano”, disse José Ricardo Roriz, 2º vi­ce-presidente das entidades.

Apesar da previsão ruim para o emprego fabril paulista, Ro­riz destacou que a ati­vidade econômica deve ga­nhar ritmo no segundo semestre com o andamento das reformas e a diluição das incertezas.

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