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Derrota de Macri leva pânico ao mercado financeiro da Argentina

O Banco Central argentino aumentou em 10 pontos percentuais a taxa básica de juros do país, para 74% ao ano, em uma tentativa de conter a al­ta do dólar, que disparou on­tem (12) no país vizinho.

A alta do moeda veio na esteira da vitória da oposição nas eleições primárias do último domingo (11), que surpreendeu o mercado financeiro por tornar difícil a reeleição de Mau­ricio Macri em outubro.

A chapa liderada por Alberto Fernández, que tem a ex-mandatária do país Cristina Kirchner como postulante a vice, venceu com larga vantagem a chapa do atual presidente e indica que pode haver mudança na política econômica do país.

O risco-país argentino subiu mais de 100% e o Índice Merval, da bolsa de Buenos Aires, fechou em queda de 36,56%.

Em Nova York, as bolsas caíram mais de 1%, repercutindo principalmente o noticiário sobre a China, com a intensificação das tensões com Hong Kong e a falta de perspectivas para o final da guerra comercial travada com os Estados Unidos. A busca por ativos de segurança promoveu movimento global de busca pelo dólar e por títulos do Tesouro dos Estados Unidos, cujos juros dispararam.

BRASIL

Com o mercado influenciado pela Argentina e pelo temor da volta da esquerda ao poder no país vizinho, a segunda-feira foi de nervosismo no mercado brasileiro de câmbio, e o dólar chegou a superar R$ 4.

À tarde, os ânimos se acal­maram. O peso re­duziu o ritmo de alta após o banco central argentino injetar recursos no mercado e subir os juros, mas o clima de cautela prosseguiu. Além da crise no país vizinho, a tensão comercial entre EUA e China contribuiu para fortalecer a moeda americana ante divisas emergentes. O dólar à vista fechou em alta de 1,09%, a R$ 3,983, maior nível desde 28 de maio, quando terminou em R$ 4,02.

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 2%, aos 101.915 pontos.

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