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Governo de SP inicia construção do novo hospital da mulher

Governo de SP inicia construção do novo hospital da mulher

“Esta unidade hospitalar do Pérola Byington era um sonho nosso, meu e do Bruno (Covas). Aliás, justiça seja feita, também do governador Geraldo Alckmin, assim como do David Uip”, disse o Governador João Doria. Foto: Governo do Estado de SP

O Governador João Doria(PSDB) e o Secretário da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, deram início nesta terça-feira (13) às obras do novo Hospital Pérola Byington, especializado na saúde da mulher, a ser instalado na região da Nova Luz, no Centro de São Paulo.

Anunciada em 2013, a obra começou após resolvidos todos os entraves burocráticos que retardaram por anos a construção do hospital, com apoio do prefeito Bruno Covas (PSDB), que participou do evento.

 “Esta unidade hospitalar do Pérola Byington era um sonho nosso, meu e do Bruno (Covas). Aliás, justiça seja feita, também do governador Geraldo Alckmin, assim como do [ex-Secretário da Saúde] David Uip. As circunstâncias, às vezes, dificultam que o prazo que nós todos desejamos possa ser cumprido na velocidade que queremos. Este novo prédio vai trazer também revitalização para toda esta região. Não é só a questão da saúde, é a recuperação da Nova Luz”, afirmou Doria.

O novo hospital terá investimento total de R$ 307 milhões, além de ampliar a capacidade de atendimento em comparação ao atual Centro de Referência da Saúde da Mulher. A área construída será de 44,4 mil m², com previsão de execução em até 36 meses. O hospital irá oferecer 162 leitos SUS, sendo 10 de UTI. O prédio terá um centro de diagnóstico 60% maior em relação ao atual, 14 salas de centro cirúrgico e seis salas de cirurgia ambulatorial.

Referência em atendimento ginecológico, oncológico e às vítimas de violência sexual, terá ainda áreas de medicina nuclear e tratamento de radioterapia para mulheres com câncer.

Estima-se aumento de 160% no número de cirurgias oncológicas e endoscopias, chegando a 5,2 mil procedimentos, o que colocará o novo hospital como o maior serviço público nacional de atenção a pacientes com endometriose.

A capacidade de atendimento ambulatorial também crescerá, saltando de 8 mil para 12,6 mil atendimentos – um aumento de cerca de 60%. Será mantida a assistência em sete especialidades ofertadas pelo atual Pérola: Mastologia, Câncer Ginecológico, Endometriose, Reprodução Humana, Violência Sexual, Ginecologia de alta complexidade e Patologia de trato genital.

“Esse novo hospital representa o comprometimento da gestão com a saúde pública, entregando um serviço altamente qualificado e especializado para as mulheres paulistas”, disse Germann.

O hospital será instalado em modelo de PPP (Parceria Público-Privada). Do total investido, R$ 184 milhões são provenientes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A PPP prevê planejamento arquitetônico e funcional; construção, compra e instalação completa; manutenção corretiva e preventiva dos equipamentos hospitalares; e instalação e manutenção de recursos de tecnologia de comunicação e informática. Inclui, ainda, a gestão dos serviços não clínicos, denominados “bata cinza”. A unidade permanecerá totalmente integrada ao SUS e subordinada à Secretaria de Estado da Saúde.

Anualmente, o Pérola recebe mil novos casos de câncer de mama, útero e ovário. No futuro, ampliará em 60% o número de consultas e ciclos de quimioterapia, chegando a 12 mil e 20 mil por mês, respectivamente.

Ampliação da assistência

O novo Pérola também contará com ampliação do setor de atendimento à vítima de violência sexual. O foco será o atendimento humanizado a mulheres adultas e crianças, com equipe multidisciplinar, formada por médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros. Atualmente, o programa “Bem Me Quer” atende cerca de 4 mil casos de violência sexual por ano, oferecendo pronto-atendimento 24h, incluindo prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis.

O “Bem Me Quer” foi criado em 1997, com a Secretaria da Segurança Pública. Prevê a realização de aborto legal e é um modelo de assistência de referência no Brasil e América Latina, reconhecido com prêmio do Banco Mundial em 2014.

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