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Contribuição econômica melhora percepção sobre o Polo Petroquímico, mas poluição ainda incomoda

Contribuição econômica melhora percepção sobre o Polo Petroquímico, mas poluição ainda incomoda

Empresas que atuam no Polo Petroquímico geram 10 mil empregos diretos e indiretos. Foto: Arquivo

A segunda edição de pesquisa realizada pelo Ins­tituto Datafolha a pedido da Bras­kem revela que melhorou a percepção da população de Mauá e Santo André em relação à importância do Polo Pe­tro­­químico do ABC, mas a po­­lui­ção gerada pelo comple­xo in­­dus­­trial ainda preocupa mo­­­­­radores dos dois municípios.

O Datafolha ouviu 882 mu­nícipes de Santo André e Mauá entre os dias 7 e 11 de janeiro deste ano. Entre a primeira edição da pesquisa, divulga­da em 2017, e o novo levantamento aumentou o reconhecimento da população sobre a importância do Polo.

Prova disso é que, quando perguntados sobre a importância do complexo para sua cidade, em uma escala de zero a 10, 78% dos entrevistados de Santo André deram notas entre 7 e 10, contra 68% na primeira edição do levantamento. No caso de Mauá, 76% da população con­cedeu notas entre 7 e 10, índice maior que os 71% que classificaram o Polo com as mesmas notas em 2017.

Embora tanto o faturamento quanto o nível de emprego do Polo tenham registrado queda na passagem entre as duas pesquisas, a geração de postos de trabalho e renda continua sendo, na avaliação dos entre­vis­tados, os aspectos mais po­si­tivos da atividade petroquímica para 61% dos moradores de Santo André (contra 70% em 2017) e 59% da população de Mauá (63% na edição passada).

“As empresas que atuam no Polo geram cerca de dez mil postos de trabalho diretos e indiretos e respondem por 25% a 30% do orçamento de Santo André e 60% das receitas de Mauá, o que explica a movimentação da economia como principal ponto positivo na opinião dos moradores”, disse Flávio Chantre, gerente de relações institucionais da Braskem, durante a divulgação dos dados da pesquisa, ontem (14), em um restaurante de Santo André.

 POLUIÇÃO

O levantamento mostrou ainda que 53% da população de Mauá e 56% da de Santo André consideram a poluição como principal aspecto negativo do Polo Petroquímico.

Para Chantre, a explicação para o resultado está no des­conhecimento da população em relação ao funcionamento do stack flare – sistema de segurança utilizado pelas in­dústrias químicas, petroquí­micas e refinarias que, ao ser acionado, provoca chamas ele­vadas – e à emissão de fumaça branca.

“A Cetesb (Companhia Am­biental do Estado de São Paulo) tem estações de monitoramento da qualidade do ar no Polo e no Centro de Santo André, mas as emissões no Polo são sempre menores do que no Centro”, disse Chantre. “Apesar do tra­balho que temos feito para esclarecer a população sobre nossas atividades, ainda há desinformação e é preciso desmistificar alguns pontos, como o da fumaça branca. Há quem acre­dite que é poluente, mas na verdade é vapor d’água gerado no resfriamento dos processos.”

BRASKEM
A pesquisa do Datafolha deste ano também ouviu os moradores de Santo André e Mauá sobre a atuação da Braskem na região. Em Santo André, 85% dos moradores entrevistados concordam que a companhia gera empregos e renda para as famílias locais. Em Mauá, esse índice é de 75%. A Braskem ainda foi considerada uma empresa inovadora para 64% dos respondentes de Santo André e por 58% em Mauá. No levantamento, o índice de confiabilidade da companhia ficou em 62% em Santo André e 60% em Mauá.

A Braskem possui quatro unidades no ABC (duas em Santo André e duas em Mauá), onde mantêm 4 mil funcio­nários diretos e indiretos.

 

Braskem cria tour virtual para complementar programa de visitação de fábricas na região

A partir deste mês, o Programa Formando Laços – iniciativa da Braskem que abre as portas de suas fábricas para visitação – contará com uma plataforma de tour virtual pelas unidades Químicos 3 ABC, em Santo André, e Polipropileno 4, em Mauá, ambas localizadas no Polo Petroquímico do ABC.

A nova ferramenta tem o intuito de aumentar o conhecimento do público sobre a atua­ção da petroquímica e de expandir o programa de visitação, possibilitando que as pessoas possam conhecer a estrutura e os processo de produção.

O tour é interativo e permite que os usuários se locomovam pelas unidades por meio de imagens em 360º. “A plataforma virtual surge como importante evolução em nosso relacionamento com a comunidade, possibilitando que mais pessoas conheçam o interior da fábrica. Acreditamos no potencial dessa nova ferramenta para aproximá-los de nosso dia a dia”, afirmou Flávio Chantre, gerente de relações institucionais da empresa.

Desde 2014, o Formando Laços abre as portas da Braskem à comunidade e já recebeu 3 mil visitas em suas unidades no ABC. Para conhecer as fábricas, os interessados devem acessar o site www.braskem.com.br e agen­dar a visita no menu Contato. O tour virtual está em www.braskem.com.br/tour-virtual.

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