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PF faz buscas em Diadema e mais 21 locais contra fraude de R$ 55 mi no INSS

PF faz buscas em Diadema e mais 21 locais contra fraude de R$ 55 mi no INSS

Cerca de 80 policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no âmbito da operação. Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou, ontem (23), a Operação Cronocinese, para investigar a participação de advogados, contadores e servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em fraudes de aposentadorias com a “criação fictícia de tempo de contribuição”. Segundo a PF, o esquema casou prejuízo de R$ 55 milhões.
A corporação indicou ain­da que a desarticulação do grupo pode resultar em economia de R$ 347 milhões.

Cerca de 80 policiais fede­rais cumpriram 22 mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios dos envolvidos e em quarto agências do INSS. As buscas foram feitas em endereços de Guarulhos (um), Dia­dema (um) e Capital (20). As ordens fo­ram expedidas pela 9ª Vara Fede­­ral Criminal de São Paulo.

As investigações apontaram que o esquema envolvia o cálculo de tempo de contribuição fictício (além do existente) para aposentadorias por meio da transmissão de Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social de empresas inativas.

O documento é usado pelas empresas para recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e disponi­bilização de informações à Previdência Social, entre as quais a comprovação do tempo de contribuição dos trabalhadores.

Segundo a PF, as fraudes permitiram a concessão de aposentadorias a pessoas que não tinham tempo de contribuição suficiente e informavam vínculos de trabalho inexistentes.

A investigação identificou centenas de benefícios fraudulentos e apurou que todos eram concentrados em seis servido­res do INSS. De acordo com a PF, esses funcionários aprovavam os requerimentos sem observar previsões legais como período de carência e conferência física dos documentos.

Segundo a Polícia Federal, dois escritórios de contabilida­de inseriam dados falsos nos sistemas do INSS e transmitiam documentos com os períodos fictícios. A ação investiga ainda cinco advogados, identificados como responsáveis pela captação de clientes e formalização dos requerimentos de aposentadoria junto ao INSS.

Segundo a PF, os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação, cujas penas variam de 2 a 12 anos de reclusão.

A Polícia Federal indicou ain­da que os benefícios suspeitos serão revisados administrativamente pelo INSS e poderão ter seus pagamentos suspensos.

TEMPO

Segundo a PF, o nome da ope­ração, “Cronocinese”, re­fe­re-se à capacidade de ma­nipular o tempo e, dessa maneira, fa­ria referência ao mecanismo de fraude usado pelo grupo criminoso – “criaçã­o fictícia de tempo de contribuição”.

As investigações foram rea­lizadas pela Polícia Fede­ral e pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciá­ria e Trabalhista do Ministério da Economia.

Editoria: Economia Tags: , , , , , , , , , ,

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