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Morre ex-deputado Felipe Cheidde, maior nome da história do EC São Bernardo

Morre ex-deputado Felipe Cheidde, maior nome da história do EC São Bernardo

Cheidde Junior e o pai, Felipe Cheidde. Foto: Reprodução/EC São Bernardo

O Esporte Clube São Bernardo informou, nesta segunda-feira (23), o falecimento do político, empresário e ex-futebolista Felipe Cheidde, 82 anos, maior nome da história do clube. Cheidde teria morrido de insuficiência cardíaca.

“Deixamos nossos sinceros pêsames à família, inclusive ao atual presidente Felipinho Cheidde, e a todos os torcedores do EC São Bernardo, que ele comandou de meados dos anos 1960 até o final dos anos 1970, e de 1982 até seu filho assumir”, diz a nota do clube.

Sua carreira política iniciou-se em 1968, quando disputou a Prefeitura de São Bernardo pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), sem sucesso. Em 1979, com a eliminação do bipartidarismo, Cheidde deixou Arena e migrou para o PMDB, pelo qual se elegeu deputado federal em 1982.

Cheidde votou favoravelmente, em 1984, à Emenda Dante de Oliveira, que visava restabelecer a eleição direta para presidente da República. Na eleição presidencial indireta realizada no ano seguinte, votou em Tancredo Neves, vitorioso na disputa com Paulo Maluf (PDS).

Reeleito deputado federal em 1986, Cheidde faltou a um terço das sessões ordinárias da Constituinte. Quando participou, votou favoravelmente ao mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney e contra a estabilidade no emprego para servidores públicos. Votou favoravelmente à manutenção do presidencialismo, mas não assinou a Constituição promulgada em 1988.

Em junho de 1989, Felipe Cheidde teve seu mandato cassado por excesso de faltas, sendo efetivado o suplente Hélio Rosas. Pouco depois, deixou o PMDB e filiou-se ao PTR, mas sua candidatura à reeleição foi negada, sob alegação de que não tinha assinado a ficha de filiação no prazo legal.

FUTEBOL

Nascido em Fernão Dias, interior do Estado, em 29 de setembro de 1936, Felipe Cheidde sempre contava que, em sua infância simples, ajudou seu pai vendendo laranjas nos campos de futebol de sua região. Com sua família, veio para São Bernardo na década de 1940.

Tendo o futebol nas veias, começou no infantil do EC São Bernardo, em 1948. Após passagem pelo Palestra, retornou ao Cachorrão em 1952, pelas mãos do técnico Paulo Rocha, e se profissionalizou. Depois, ainda atuou por Juventus e Fluminense. Voltou ao Cachorrão, pelo qual disputou a terceira divisão do Campeonato Paulista, desligando-se em 1959 para jogar pela Sociedade Esportiva Irmãos Romano, de São Bernardo, fazendo parte do elenco que conquistou o título da terceira divisão paulista no mesmo ano.

Também foi campeão no futebol de salão pelo EC São Bernardo, fazendo parte de sua formação pioneira nesse esporte também introduzido na cidade pelo Cachorrão. Ao lado de Beltran, Susuki, Wilson Messa, Walter Scarpelli e outros, conquistou o título metropolitano da Segunda Divisão no final dos anos 1950.

Assumiu a presidência do clube pela primeira vez em 1964, quando já era sócio há mais de 30 anos. Concorreu à presidência juntamente com seus companheiros de gramado, formando o que ficou conhecido como “grupo novo”. Em 1963, em meio a inúmeras dificuldades, o clube recebeu suspensão de 200 dias imposta pela Federação Paulista de Futebol (FPF), a primeira em sua história.

O grupo conduziu o EC São Bernardo de 1963 até 1978. Nesse período, sob a presidência de Felipe Cheidde, o clube construiu o ginásio, o maior e mais moderno da época, além das piscinas e do complexo social que existia na rua Marechal Deodoro.

Em 1978, assumiu a presidência do Aliança juntamente com seus velhos companheiros. Ali começou a ser gestado o processo que culminou na absorção do Aliança pelo EC São Bernardo em 1982, com Felipe Cheidde retornando à presidência. De volta ao clube, lideraria o Cachorrão na “década de ouro” da equipe na atual Série A2 do Campeonato Paulista. Também exerceu função de treinador do clube.

Em 1993, o clube conquista o acesso à Série A2 em campo, contando com os préstimos do zagueiro Luís Pereira. No ano seguinte, porém, a FPF reorganiza suas divisões, o número de participantes e cancela o acesso do São Bernardo. O duro golpe provoca desestímulo no futebol e no clube, que acaba rebaixado em 1994. Novos rebaixamentos ocorrem até 2002, ano em que o São Bernardo pede licença das competições da FPF.

Cheidde liderou o retorno do EC São Bernardo às atividades profissionais em 2010, sendo presidente na conquista do título paulista sub-20 em 2011.

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