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Doação de órgãos é tema de documentário exibido no Teatro Clara Nunes, em Diadema

Doação de órgãos é tema de documentário exibido no Teatro Clara Nunes, em Diadema

Documentário “Vidas Cruzadas” mostra histórias reais de transplantados. Foto: Danielle Moraes especial para o DR

Em alusão ao Setembro Verde e ao Dia Nacional da Doação de Órgão (27 deste mês), a Prefeitura de Diadema promoveu nesta quarta-feira (25) a exibição, no Teatro Clara Nunes, do documentário “Vidas Cruzadas”, que mostra o processo de capitação de órgãos e a saga por qual passa quem necessita de transplante. Dentre as histórias mostradas está a de Bruno Meireles, criado em Diadema e hoje servidor em Santo André, que precisou de transplante de rim.

Presente ao evento, o diretor do documentário, Marc Dourdin, afirmou que o projeto começou em 2013 e que buscou mostrar o complexo sistema que envolve a doação de órgãos e a quantidade de pessoas envolvidas no processo. “É uma história incrível. Buscamos desmistificar mitos e tabus que envolvem o assunto e, o mais importante, sensibilizar as pessoas. Fiquei comovido com a história de uma amiga. Foi o que motivou a minha busca por informação e querer abordar o tema. Após a confirmação da morte encefálica, acabou. Se os órgãos estão bons, porque não ajudar a salvar uma vida”, afirmou o diretor.

O secretário de Comunicação de Diadema, Paulo Fares, corroborou a declaração do diretor, ao reafirmar que o evento, que contou com a presença de alunos da Fundação Florestan Fernandes, teve como objetivo incentivar a doação de órgãos. “Todos nós estamos sujeitos a enfrentar este tipo de problema. Nossa meta é sensibilizar possíveis doadores. De repente, quem não é doador ou nunca parou para pensar no assunto saia daqui sendo uma pessoa ciente da necessidade de buscar doa­dores e leve isso para sua casa”, afirmou.

Bruno Meireles, que assistiu ao filme pela primeira vez nesta quarta-feira, destacou que seu objetivo ao participar do documentário, foi ajudar a desmistificar a doação de órgãos. “O resultado ficou fantástico, mas ao mesmo tempo é dolorido reviver tudo isso. O mais importante é que muitos assistam e ajudem pessoas que como eu não têm informações sobre o processo”, destacou Meireles, que recebeu o rim de seu tio há quatro anos, e que se dedica a ações visando à orientação sobre o que é o transplante e todo seu processo.

O PROCESSO

Por se tratar de um procedimento de alta complexidade, o transplante é realizado em hospitais de referência e não na rede municipal. Entretanto, a doação de órgãos é estimulada nos serviços da cidade. Quando há um caso de potencial doação de órgão, a equipe médica aciona a referência institucional que é a UNIFESP. Mais informações sobre doação em http://saude.gov.br/saude-de-a-z/doacao-de-orgaos/organizacao-de-procura-de-orgaos-e-tecidos.

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