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Vistoria veicular de identificação: quando e por que fazer?

Vistoria veicular de identificação: quando e por que fazer?

Universo realiza vistorias de identificação, inspeções cautelares e pesquisas cadastrais. Foto: Divulgação

A compra/venda de veículo seminovo ou usado exige a alteração dos documentos e o regis­tro do bem no nome do novo proprietário. Para que a transfe­rência seja realizada, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê a realização de vistoria do veículo, que dá origem a um laudo.

Antigamente, o Departamento Nacional de Trânsito (Detran) era o único órgão autorizado a realizar esse procedimento – também necessário quando há mudança de cidade ou para emissão de segunda via das placas ou do Certificado de Registro do Veículo (CRV). Porém, resolução 466/2013 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) delegou às Empresas Credenciadas para Vistoria (ECVs) a realização do serviço.

Em linhas gerais, a vistoria visa assegurar que o veículo está em bom estado de conservação, além de atestar que a propriedade é legítima, a documentação é autêntica e o carro oferece condições seguras para uso. A empresa fotografa o veículo e en­via as informações ao Detran.

“Nessa vistoria verificamos a numeração de chassi e motor, bem como a presença de itens obrigatórios de segurança. Também examinamos o fun­cionamento e o estado de conservação de faróis, lanternas, vidros, rodas e pneus”, disse Lucas Daniel Cordeiro Oliveira, da Universo Vistoria, de Diadema.

O serviço custa R$ 100 para carros de passeio e R$ 130 para veículos de médio porte. Para realizá-lo, o interessado deve levar carteira de habilitação e documento do veículo.

CAUTELAR

A empresa também realiza a inspeção cautelar, que é muitas vezes confundida com a vistoria de transferência. O procedimento não é obrigatório, mas é recomendado para quem pretende comprar um veículo seminovo ou usado e quer aumentar a segurança da transação.

“Além dos itens verificados na vistoria de transferência, olhamos na inspeção cautelar a parte estrutural do veículo, como longarinas e colunas, o que permite detectar se houve colisão. Também é examinado histórico do carro, se foi clonado, roubado ou passou por leilão. É uma garantia para o comprador”, disse Oliveira.

A integridade mecânica, po­rém, costuma ficar fora da cautelar. Em geral, para checar motor e câmbio é preciso levar o carro a um mecânico de confiança. Após a conclusão da ins­peção, a empresa emite laudo com o detalhamento do estado do veículo. Na Universo Vistoria, o serviço custa R$ 200.

Oliveira explicou que, antes de aceitar um carro como parte do pagamento, as lojas costu­mam fazer a cautelar para se certificar de que o veículo está em boas condições. Se, na hora da compra, o laudo não for apresentado, o comprador pode exigir o documento, contratar o serviço ou dividir o custo com o vendedor.

A legislação determina que, ao fechar o negócio, o vendedor deve informar ao comprador a situação do carro, como a ocorrência de roubo ou furto e se há débitos de impostos, licenciamento e multas. “São frequentes os casos de consumidores que compram o veículo sem a cautelar, tomam conhecimento do serviço e, quando trazem o carro aqui, descobrem que foi batido ”, revelou Oliveira.

A Universo Vistoria também oferece pesquisa de informações cadastrais e débitos de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), licenciamento e multas. O serviço custa R$ 50. (Reportagem Local)

Serviço – Universo Vistoria. Rua Natal, 20 – Centro, Diadema. Telefone 4054-3870.

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