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Doce
esperança!
karen@diarioregional.com.br
Ano
novo, vida antiga
Mesmo
sem saber se o fim da
Contribuição Provisória sobre
a Movimentação ou Transmissão
de Valores de Créditos e
Direitos de natureza Financeira
(CPMF), iria fazer impacto no
bolso do consumidor, no primeiro
dia útil do ano esse foi um dos
principais assuntos que veio em
minha mente.
Pensei
que a partir daquele dia tudo
que for consumido não
precisará pagar a
Contribuição Provisória. Até
acreditei que seria descontado o
valor do imposto em todas os
serviços e produtos. Mas quando
sai para trabalhar percebi que
se tratava de ilusão minha.
Isso
se confirma porque um dos
primeiros serviços que adquiri
- no dia 02 de janeiro –
obteve acréscimo. Achei
estranho, mas comprei. Quando
fui almoçar, tive outra
surpresa. A "marmita"
que compro freqüentemente teve
um aumento de 25%. O que é um
absurdo.
Nunca
tive uma opinião formada sobre
a queda da CPMF, pois era um dos
únicos impostos que funciona
corretamente, pois os
contribuintes de qualquer classe
social, não poderiam sonegar.
Porém tinha a esperança de que
a rejeição do Senado, não
fosse meramente por uma questão
política. Confiava, ou
gostaria, que a população
sentisse o impacto do fim do
imposto, mas nesses primeiros
dias do ano, não foi bem isso
que aconteceu. Era apenas uma
doce, ou ingênua, esperança.
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