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O digno saneamento

Por mais que se conquistem avanços concretos no desenvolvimento regional, o ABC ainda acumula déficits sociais e estruturais latentes há anos. Se não bastasse a péssima saúde pública, a defasada educação e o trânsito crônico, a região sofre até com a falta de saneamento.

Segundo levantamento feito pelo Ministério das Cidades, do Governo Federal, o número de pessoas que não são atendidas por redes de esgotos no ABC chega a 17,62%. Ou seja, dos 2.580.926 habitantes das sete cidades, 454.674 não possuem o serviço de coleta de resíduos em 2006.

Esses quase meio milhão de moradores, mesmo pagando impostos, esperam ansiosamente por um investimento que nunca chega. É um descaso que gera diversos males nocivos ao ser homem.

Os locais que não possuem atendimento de esgoto podem sofrer com o aparecimento de doenças como a hepatite, diarréias e outros tipos de infecções. Isso porque, ao adentrar diferentes núcleos habitacionais da região, não é difícil encontrar crianças brincando e tomando banho em água suja de córregos.

Porém um alento pode estar por vir. De acordo com o cronograma de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ABC pode receber R$ 180,4 milhões para obras desse tipo.

Cuidar dessa carência da população é oferecer dignidade aos habitantes locais. Agora imagine, se mesmo na região metropolitana de São Paulo ainda se convive com esse arcaico problema, o que podemos esperar do resto do país.


 

 
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 Amorim


 
 
 
 
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