Quem
tem medo de adoçante?
Café
servido na xícara. Antes de
degustá-lo, muitos o adoçam.
Para isso, o consumidor tem a
opção de utilizar açúcar ou
adoçante dietético. A escolha
pelo segundo tem sido crescente.
Mas há diferença entre eles?
O
açúcar, muito calórico, tem
sido aos poucos substituído por
matérias-primas dietéticas
fruto da consciência cada vez
maior dos danos causados pelo
consumo excessivo do alimento de
sabor doce extraído da
cana-de-açucar, principalmente,
e da beterraba. Porém, esses
produtos dietéticos são
muitos. E, ao contrário do que
se imagina, alguns deles também
tem seus efeitos para a saúde
sob suspeita.
Os
produtos dietéticos existentes
no mercado brasileiro a base de
adoçantes são vários. A
sacarina, ciclamato, aspartame e
sucralose são todos adoçantes
químicos. Os dois primeiros,
por exemplo, não são
eliminados pelo organismo.
Adoçantes químicos artificiais
como estes são proibidos ou
sofrem restrições de consumo
nos Estados Unidos e Europa.
A
Ingestão Diária Aceitável
(IDA), índice criado pelo
órgão de produtos
alimentícios da ONU; quantidade
máxima de produtos químicos,
que ingerida diariamente durante
toda vida, não oferece risco à
saúde, baseado no conhecimento
atual da ciência) limita o uso
de adoçantes químicos
artificiais mais do que os
outros edulcorantes existentes.
Para
se ter uma idéia, o mercado
brasileiro de produtos light e
diet cresce na ordem de 10% ao
ano, segundo a Associação
Brasileira da Indústria de
Alimentos para Fins Especiais e
Congêneres.
Há
outros dois tipos de adoçantes
no mercado brasileiro, além dos
químicos: a frutose e estévia.
O primeiro, embora natural,
possui teor calórico acima de
outras matérias primas do
segmento. Já o segundo, é um
edulcorante natural, que não
metaboliza no organismo,
significando ser não calórico,
anti-diabético, anti-glicêmico
e anti-cárie. Por fim, a
escolha é do consumidor. Mas é
sempre importante ter em mente
que o corpo deve ser respeitado.
Helena
Meneguetti Hizo - Diretora
de Pesquisa da Steviafarma
Industrial.
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